No evento, Seif teve seu celular fotografado enquanto estava conversando com uma jornalista pelo WhatsApp. O episódio ocorreu no dia em que uma operação da Polícia Federal envolvendo Jair Renan, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que trabalha no escritório político do senador em Santa Catarina, estava em destaque.
A juíza Oriana PIske, responsável por analisar o caso, considerou que a foto foi tirada em um local público durante uma reunião transmitida online e que o fotógrafo estava exercendo sua função profissional. Segundo a magistrada, o ato não configurou nenhuma ilegalidade e a divulgação da imagem não violou a privacidade ou o sigilo de comunicação do senador. A sentença foi emitida em 12 de março.
Após o ocorrido, o então presidente da CPMI, deputado federal Arthur Maia, decidiu descredenciar Lula Marques para cobrir os trabalhos da comissão. No entanto, a defesa do fotógrafo recorreu ao Supremo Tribunal Federal e o ministro Luiz Fux suspendeu a decisão, permitindo que o profissional continuasse a acompanhar a CPMI.
A Agência Brasil tentou entrar em contato com o senador Jorge Seif e sua assessoria para comentar a decisão, mas até o momento não obteve resposta. É importante ressaltar que a justiça considerou o trabalho do fotógrafo como legítimo e não identificou atos ilícitos em sua atuação durante o evento da CPMI.







