A prisão de Poze do Rodo ocorreu na última quarta-feira (15), durante a Operação Narcofluxo, deflagrada pela Polícia Federal de São Paulo. O rapper foi apreendido em sua residência, no bairro Recreio dos Bandeirantes, e posteriormente levado para a sede da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Após os procedimentos iniciais, ele foi encaminhado ao presídio de Benfica, onde aguarda os desdobramentos do caso sob a supervisão da Justiça Federal.
O cantor está sob investigação por sua suposta associação a uma organização criminosa que se dedica à movimentação financeira ilícita, incluindo transações com criptoativos, tanto em território nacional quanto internacionalmente. Além dele, a polícia também prendeu MC Ryan SP e Raphael Sousa Oliveira, conhecido por administrar o site de notícias Choquei. Juntos, os detidos são investigados por conexões com uma rede criminosa suspeita de lavar mais de R$ 1,6 bilhão em transações ilegais.
A defesa de Poze do Rodo, representada pelo advogado Fernando Henrique Cardoso Neves, ainda não teve acesso formal às acusações que fundamentaram a prisão do rapper. Em declarações, o advogado mencionou que as informações são limitadas, já que a investigação atual é conduzida pela Polícia Federal de São Paulo em conjunto com a Justiça Federal. Segundo Neves, os agentes que participaram da operação estavam cientes apenas da necessidade de cumprir os mandados, sem ter informações detalhadas sobre o conteúdo das acusações que levaram à detenção de seu cliente.
O caso chamou a atenção não apenas pela notoriedade do artista no cenário do funk brasileiro, mas também pela gravidade das acusações, que apontam para um esquema de lavagem de dinheiro de grande escala, envolvendo criptoativos e transações internacionais. A situação continua a se desenvolver, e os próximos passos do processo judicial serão observados com interesse pelo público e pela mídia.






