Durante a audiência, uma testemunha de defesa, Thallys Gabriel de Azevedo, prestou depoimento relatando que os policiais visavam o rapper ao invadirem a residência sem se identificar ou apresentar um mandado de busca. Thallys, segundo suas declarações, foi submetido à detenção e colocado à força dentro de uma viatura, afirmando que não testemunhou a alegada agressão com pedras. Essa versão da história gera um cenário complexo, onde a conduta dos policiais está sendo questionada.
Além de Oruam, outros réus como Victor Hugo Vieira dos Santos, Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira e Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais também estão envolvidos no processo. As defesas dos réus, ao longo da audiência, optaram pelo silêncio, mantendo uma postura cautelosa diante das alegações de tentativa de homicídio.
No contexto desse caso, Oruam se encontra com prisão preventiva decretada e ainda é considerado foragido. Ele é filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, uma figura proeminente do Comando Vermelho que está preso há quase três décadas em um presídio federal, longe do Rio de Janeiro.
O ataque que deu origem às acusações aconteceu durante uma operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, que visava cumprir um mandado de busca e apreensão relacionado a Thallys, que na época era menor de idade e supostamente envolvido com o tráfico de drogas. Durante a diligência, afirmava-se que Oruam e seus cúmplices teriam agredido os policiais, mas a versão testemunhal traz à tona novas perspectivas sobre esse confronto entre agentes da lei e suspeitos. Thallys, na ocasião, conseguiu escapar e se escondeu em uma área de mata, fugindo da operação que se desenrolava. O desfecho desse imbróglio judicial ainda está por vir e promete atrair atenção tanto da mídia quanto da opinião pública, dada a notoriedade de Oruam e as circunstâncias envolvidas no caso.





