Zambelli, que abandonou o Brasil após suas condenações e entrou para a lista vermelha da Interpol, foi detida em Roma em julho de 2025 sob a alegação de risco de fuga. A Justiça italiana, ao acatar a decisão de extradição, reitera um movimento significativo na cooperação internacional no que tange a processos penais.
Apesar do respaldo judicial, a defesa de Zambelli prepara um recurso que visa impedir sua volta ao Brasil. Os advogados alegam que a ex-deputada enfrenta uma perseguição judicial e política e levantam questionamentos sobre a viabilidade do sistema prisional brasileiro, o que poderia influenciar as condições de seu encarceramento. Esse argumento é crucial, já que a palavra final sobre a extradição também dependerá do ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio, que poderá confirmar ou rejeitar a decisão pós-apelação.
No Brasil, as condenações de Zambelli são severas: ela foi sentenciada a 10 anos e 8 meses por invasão e falsificação de documentos, além de 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma e constrangimento. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, já comunicou às autoridades italianas que o sistema penitenciário da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, também conhecida como “Colmeia”, é adequado para receber a ex-deputada, caso a extradição seja efetivada.
Dessa forma, o desenrolar desse caso não apenas traz à tona questões legais, mas também repercute no panorama político brasileiro, levantando discussões sobre os limites da ação judicial e as dinâmicas de extraditação. O futuro de Carla Zambelli agora repousa em um delicado equilíbrio entre as decisões judiciais e as conotações políticas que envolvem sua situação.







