Durante uma entrevista coletiva, onde o foco foi a quarta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, o ministro reforçou que um encontro detalhando as estratégias do novo programa ocorrerá em breve. Este espaço de conversa deve envolver não apenas autoridades de segurança, mas diversos agentes impactados pelas ações de facções em território nacional.
O secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas, destacou que o programa visa a desarticulação da criminalidade em esferas superiores. Citou operações anteriores, como Carbono Oculto, que expuseram a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado financeiro, e Compliance Zero, voltada para investigações de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional. Lucas enfatizou que enfrentar a violência nas comunidades apenas com a força policial não é suficiente. A abordagem contra o crime organizado precisa ser estratégica, integrando inteligência policial e ações que visem a asfixia financeira das organizações criminosas.
Adicionalmente, o plano do governo está alinhado com a recém-aprovada Lei Antifacção, que estabelece penas mais severas para aqueles envolvidos em organizações criminosas. Este novo marco legal busca não apenas aumentar as penas, mas também facilitar a apreensão de bens relacionados às atividades ilícitas. A lei define facções criminosas como grupos que utilizam violência ou coação para dominar áreas, intimidar cidadãos ou atacar serviços essenciais.
Outros aspectos importantes incluem a restrição de benefícios para líderes de facções, como anistias ou fianças, além da obrigatoriedade de cumprimento de penas em presídios de segurança máxima. O objetivo é criar um ambiente menos favorável para a atuação dessas organizações, essencial para restaurar a segurança e a ordem pública.
Com essa perspectiva, o governo busca não apenas um combate imediato, mas a criação de condições para um enfrentamento duradouro e eficaz ao crime organizado em todas as suas facetas. As próximas semanas podem ser cruciais para definir novas diretrizes e fomentar uma sociedade mais segura.






