Fausto Junqueira de Paula, subprocurador-geral de tutela cível e coletiva do MPSP, destacou que a principal missão do órgão é compreender a gravidade dos danos e a violação de direitos enfrentada pelas vítimas. Ele enfatizou a necessidade de agir para restaurar, na medida do possível, a dignidade e os direitos fundamentais dos afetados. “Vamos agora visitar as vítimas, ver a situação pessoal de cada uma delas. Estamos primeiro zelando pela segurança das pessoas. Depois, vem a questão do patrimônio, da vida pessoal, integridade física e dignidade dessas pessoas”, declarou Junqueira.
Equipes do MPSP incluem representantes das áreas de urbanismo, direitos do consumidor, além de especialistas em proteção dos idosos e crianças. Essas equipes têm o dever de investigar o rompimento da tubulação de gás que causou a explosão e determinar responsabilidades.
No que diz respeito à assistência imediata, as empresas Comgás e Sabesp, que estavam realizando obras na área no momento da explosão, estão prestando suporte às famílias afetadas. Elas disponibilizaram um auxílio inicial de R$ 2 mil, além de suporte médico e psicológico. Também foi providenciado alojamento em hotéis para os cidadãos que perderam suas casas ou que foram forçados a evacuá-las devido à explosão.
A Defesa Civil apontou que problemas na tubulação de gás liquefeito de petróleo (GLP) da Comgás foram a causa do incidente. O MPSP não estipulou um prazo para concluir a investigação ou para a responsabilização dos envolvidos, mas segue comprometido com a proteção dos direitos das vítimas e a apuração rigorosa dos fatos. O cenário após a explosão permanece complexo, e as autoridades estão atentas às necessidades das pessoas impactadas por esta tragédia.





