A operação ocorreu em sua residência, localizada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, onde os agentes encontraram um fuzil, classificado como arma de guerra e de uso restrito. Além da arma, foram apreendidas outras munições e relógios de alto valor. A prisão de Canella não foi um evento isolado; simultaneamente, o ex-secretário de Polícia Civil do Rio, Marcus Amim, também foi alvo de um mandado de busca e apreensão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
As ações policiais têm como objetivo desmantelar uma organização criminosa acusada de operar uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro, que estaria sendo utilizada como fachada para lavagem de dinheiro. As investigações apontam que o grupo teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme revela um relatório de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que subsidiou as ações da PF.
Além da acusação de formação de organização criminosa, os envolvidos também poderão enfrentar acusações de contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, dentre outros crimes que poderão surgir conforme as investigações se desenrolam. A Polícia Federal reforçou, em nota, que a magnitude do esquema criminoso é preocupante e envolve a participação de agentes públicos, levantando questões sérias sobre a integridade das instituições na região. A situação de Canella e dos outros envolvidos continua a ser acompanhada de perto pela Justiça, que agora avalia as provas coletadas e o impacto das ações na esfera política e social do estado.
