JUSTIÇA – Ex-chefe da Polícia Civil do RJ se sente humilhado por uso de algemas nos pés em prisão federal em Mossoró.

O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, prestou depoimento nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal, onde expressou sua indignação por ser obrigado a usar algemas nos pés enquanto está preso no presídio federal em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Barbosa, que é réu juntamente com outros acusados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes em 2018, relatou a situação de humilhação que está vivenciando.

Em seu depoimento virtual, Barbosa desabafou sobre os sete meses em que está detido, sem contato com outros detentos e com os pés algemados. Ele expressou sua perplexidade ao questionar a razão de estar passando por aquela situação e revelou que sua filha fez uma oração pedindo a verdade antes de sua prisão.

Além disso, o ex-delegado criticou a abordagem dos policiais federais durante sua prisão, mencionando a falta de sensibilidade no tratamento dado à sua esposa, que também é acusada de envolvimento em atividades ilícitas. Barbosa negou qualquer ligação com o ex-policial Ronnie Lessa e os irmãos Brazão, ambos acusados de participação no assassinato de Marielle.

A investigação conduzida pela Polícia Federal indica que o crime está associado ao grupo político liderado pelos irmãos Brazão, que possuem interesses em áreas controladas por milícias no Rio de Janeiro. Os réus, incluindo Rivaldo Barbosa, respondem por homicídio e organização criminosa e estão detidos por decisão judicial.

Segundo os investigadores, Barbosa teria sido o mentor por trás do planejamento meticuloso do crime e teria colaborado para obstruir as primeiras investigações. A complexidade do caso e as revelações feitas durante o depoimento de Barbosa ressaltam a gravidade do assassinato de Marielle Franco e a necessidade de se fazer justiça.

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