Em seu depoimento virtual, Barbosa desabafou sobre os sete meses em que está detido, sem contato com outros detentos e com os pés algemados. Ele expressou sua perplexidade ao questionar a razão de estar passando por aquela situação e revelou que sua filha fez uma oração pedindo a verdade antes de sua prisão.
Além disso, o ex-delegado criticou a abordagem dos policiais federais durante sua prisão, mencionando a falta de sensibilidade no tratamento dado à sua esposa, que também é acusada de envolvimento em atividades ilícitas. Barbosa negou qualquer ligação com o ex-policial Ronnie Lessa e os irmãos Brazão, ambos acusados de participação no assassinato de Marielle.
A investigação conduzida pela Polícia Federal indica que o crime está associado ao grupo político liderado pelos irmãos Brazão, que possuem interesses em áreas controladas por milícias no Rio de Janeiro. Os réus, incluindo Rivaldo Barbosa, respondem por homicídio e organização criminosa e estão detidos por decisão judicial.
Segundo os investigadores, Barbosa teria sido o mentor por trás do planejamento meticuloso do crime e teria colaborado para obstruir as primeiras investigações. A complexidade do caso e as revelações feitas durante o depoimento de Barbosa ressaltam a gravidade do assassinato de Marielle Franco e a necessidade de se fazer justiça.
