Justiça do Peru anula fase oral de julgamento de Keiko Fujimori por lavagem de dinheiro, reabrindo investigação sobre financiamento de campanha presidencial em 2011.

A Justiça peruana tomou uma decisão significativa nesta semana ao anular a fase oral do julgamento de Keiko Fujimori, líder do partido Força Popular e filha do ex-ditador Alberto Fujimori. O caso envolve acusações de lavagem de dinheiro ligadas ao financiamento ilícito da campanha presidencial de 2011, um desdobramento do escândalo envolvendo a construtora brasileira Odebrecht, que tem sido um foco de investigação em diversos países da América Latina.

A Terceira Vara Colegiada Penal do Tribunal Superior Nacional aceitou o pedido de Fujimori, que, juntamente com outros 30 réus, vinha sendo investigada desde 2024 por suposto envolvimento em um esquema de corrupção conhecido como caso Coquetéis. As acusações afirmam que os valores arrecadados durante eventos de arrecadação de fundos foram significativamente inflacionados, com contribuições sendo canalizadas de forma a contornar a fiscalização da Justiça.

O juiz Max Vengoa, ao anunciar a decisão, destacou que a anulação da fase oral se deu devido a inconsistências apresentadas na acusação. Ele alertou que prosseguir com um julgamento diante de tais lacunas poderia resultar em arbitrariedades, comprometedoras do devido processo legal. Com essa reviravolta, o caso de Fujimori será reavaliado e voltará à fase em que o Ministério Público deve apresentar a acusação formal, momento em que o juiz decide se o processo pode seguir para julgamento.

Keiko Fujimori, que tem uma longa trajetória política e já concorreu à presidência do Peru em quatro ocasiões, se destaca por seu vínculo com um dos períodos mais controversos da história do país, quando seu pai esteve no poder. Enquanto isso, o ex-presidente Alberto Fujimori faleceu em setembro passado, após cumprir parte de sua pena por violações dos direitos humanos.

A notável reviravolta no caso de Keiko Fujimori não apenas ressalta as complexidades do sistema judicial peruano, mas também reabre o debate sobre a influência da corrupção na política do país, e as trajetórias de figuras proeminentes como a própria Keiko, que continua a ser uma presença influente na política peruana.

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