Suely Magalhães baseou sua avaliação na determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendia a contagem de votos até que a retotalização fosse concluída. Esta retotalização não diz respeito apenas a uma formalidade, mas é um elemento essencial para assegurar a legitimidade do colégio eleitoral da Alerj, que precisa estar em conformidade para a escolha de seu novo presidente. O TSE havia cassado o mandato do deputado Rodrigo Bacellar, o que gerou a vacância do cargo e uma série de implicações diretas na política estadual.
A desembargadora enfatizou que a mesa diretora da Alerj não considerou de forma suficiente as orientações do TSE, permitindo que a eleição para a presidência fosse iniciada sem acolher a necessidade de retotalizar os votos. Para ela, esse atendimento é vital para garantir a integridade do processo eleitoral e, consequentemente, da própria composição da Casa Legislativa.
Suely Magalhães declarou que o procedimento realizado pela mesa diretora desconsiderou a totalidade da decisão do TSE, interferindo não apenas na escolha do novo presidente, mas também na definição do futuro governador do estado. Essa situação se tornou ainda mais complexa após a renúncia do governador Cláudio Castro, que se retirou do cargo no intuito de concorrer a uma vaga no Senado nas eleições de outubro. O governador enfrentava, além disso, um processo por abuso de poder político e foi considerado inelegível até 2030.
A intervenção da Justiça Eleitoral se torna ainda mais significativa diante do panorama político do estado, que desde a saída de Castro, tem sido administrado interinamente por Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça. Enquanto isso, a Alerj terá que aguardar a retotalização dos votos, marcada para a próxima terça-feira (31), antes de qualquer novo avanço no processo eleitoral. Essa situação evidencia a fragilidade política e institucional do Rio de Janeiro, refletindo um momento de incertezas que pode impactar diretamente a governança e a estabilidade do estado.
