Durante a audiência com a CIDH, a ministra Cármen Lúcia teve a oportunidade de explicar detalhadamente o funcionamento do sistema eletrônico de votação brasileiro, bem como os mecanismos de segurança da urna eletrônica. Ela também destacou a atuação do TSE no combate à desinformação no processo eleitoral, ressaltando que o código-fonte da urna é disponibilizado para especialistas e partidos políticos um ano antes das eleições.
Além disso, a delegação da CIDH se reuniu anteriormente com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, e o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos que tratam dos atos golpistas de 8 de janeiro e a suspensão das operações da rede social X no ano passado. Esses encontros demonstram a importância dada pela delegação aos temas relacionados à liberdade de expressão no Brasil.
A visita da CIDH não se restringe apenas aos encontros com autoridades do Judiciário, mas também inclui reuniões com representantes do Executivo, Legislativo, Ministério Público e parlamentares de oposição, bem como organizações que atuam em prol dos direitos humanos e as plataformas digitais. A intenção é obter conclusões definitivas sobre a situação da liberdade de expressão no país, antes de seguir para cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.
Diante desse cenário, a visita da CIDH ao Brasil representa um importante passo para avaliar e discutir a atual situação da liberdade de expressão no país, em meio a um contexto de constantes debates sobre a relevância desse direito fundamental para a democracia.
