De acordo com os depoimentos, Cid confirmou que “dosou as palavras” ao falar sobre as tentativas de Braga Netto de obter informações sobre a delação, inclusive recebendo dinheiro em uma sacola de vinho. O general teria entregue o dinheiro a Cid, que posteriormente repassou para um militar identificado como Rafael de Oliveira, conforme relatado na delação.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, levantou o sigilo dos depoimentos de Cid, permitindo maior transparência nas investigações. Braga Netto, ex-ministro e vice de Bolsonaro, encontra-se preso desde dezembro de 2024, sob acusação de obstruir a investigação, segundo informações da Polícia Federal baseadas na delação.
A defesa de Braga Netto argumenta que a denúncia da PGR é fantasiosa e destaca os mais de 40 anos de serviços prestados pelo general ao Exército, ressaltando a reputação ilibada do mesmo. Porém, a falta de amplo acesso aos autos por parte de Braga Netto tem sido uma das principais preocupações levantadas pela defesa.
Com a repercussão das revelações feitas por Mauro Cid, o caso promete continuar gerando debates e questionamentos sobre a conduta de autoridades e militares envolvidos. A transparência e a busca pela verdade serão essenciais para esclarecer os fatos e garantir a justiça no desenrolar desse caso.





