Os advogados de defesa de Ramagem negaram as acusações de que o ex-diretor teria atuado para descredibilizar o sistema eletrônico de votação e de fazer parte de uma organização criminosa para disseminar notícias falsas em favor de Bolsonaro. Também foi contestada a acusação de que Ramagem teria participado da chamada Abin Paralela, com o objetivo de obter informações sobre opositores e disseminar desinformação.
Segundo a defesa de Ramagem, o posicionamento público do ex-diretor era totalmente distante das acusações feitas pelo Ministério Público. O prazo para entrega da defesa da maioria dos denunciados encerrou nesta quinta-feira, com exceção do general Braga Netto e do almirante Almir Garnier, que têm até amanhã para se manifestar.
Após a entrega de todas as defesas, o julgamento da denúncia será marcado pelo STF e realizado pela Primeira Turma do Supremo, composta pelo relator Alexandre de Moraes e pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux. Caso a maioria dos ministros aceite a denúncia, Bolsonaro e os demais acusados se tornarão réus e responderão a uma ação penal no STF. A data do julgamento ainda não foi definida, mas considerando os trâmites legais, o caso pode ser julgado ainda neste primeiro semestre de 2025.