A barragem em questão pertencia à Samarco, uma joint-venture da brasileira Vale com a subsidiária da BHP no Brasil, a BHP Brasil. Representando milhares de pessoas e empresas afetadas pelo rompimento, o escritório Pogust Goodhead (PG) alega que as decisões na Samarco exigiam o acordo conjunto dos acionistas da BHP e da Vale. Além disso, as vítimas afirmam que a BHP tinha conhecimento prévio dos riscos relacionados à barragem.
Por outro lado, a BHP nega as alegações sobre o nível de controle que possuía sobre a Samarco, destacando que a empresa sempre operou de forma independente. A empresa afirma estar trabalhando em colaboração com a Samarco e a Vale para apoiar o processo de reparação em andamento no Brasil.
A defesa da BHP será apresentada ao longo de dois dias no tribunal londrino, seguida pelos depoimentos de testemunhas e especialistas em legislação brasileira. O julgamento é previsto para durar até março de 2025, com mais três meses para a juíza pronunciar sua sentença. Nessa fase, será decidida a responsabilidade da BHP no desastre, cabendo um novo julgamento para definir possíveis valores de indenização.
A empresa destaca que está buscando soluções justas e abrangentes para a compensação e reparação, tanto em colaboração com as autoridades brasileiras quanto por meio do processo judicial no Reino Unido. O desfecho desse julgamento terá impacto não apenas nas vítimas do rompimento da barragem de Mariana, mas também nas futuras responsabilidades das empresas mineradoras em casos semelhantes.





