SAÚDE – Anvisa amplia tratamento de lúpus e esclerose múltipla para crianças e adolescentes, aprovando novos medicamentos e facilitando acesso a terapias essenciais.

Na última segunda-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a ampliação do tratamento para lúpus eritematoso sistêmico e esclerose múltipla entre crianças e adolescentes. Essa decisão foi formalmente registrada no Diário Oficial da União e representa um avanço significativo na abordagem terapêutica dessas doenças, que afetam um número considerável de jovens no Brasil.

Para crianças a partir de 5 anos com lúpus eritematoso sistêmico ativo, o medicamento Benlysta (belimumabe) agora poderá ser utilizado como tratamento complementar. Esse fármaco é indicado especificamente para pacientes com alta atividade da doença que já estejam em tratamento padrão, incluindo corticosteroides e antimaláricos. O que é notável na atualização é a inclusão de novas opções de apresentação do medicamento, que agora também estará disponível na forma de caneta aplicadora/autoinjetora. Essa mudança visa facilitar o acesso ao tratamento, reduzindo a necessidade de visitas frequentes a centros de infusão e proporcionando maior conforto para as crianças.

Além disso, outro medicamento, o Ocrevus (ocrelizumabe), também teve seu uso ampliado para pacientes a partir de 12 anos e com peso igual ou superior a 40 quilos. Destinado ao tratamento da esclerose múltipla remitente-recorrente, o Ocrevus é um anticorpo monoclonal que tem se mostrado eficaz na redução da atividade inflamatória relacionada à condição.

O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença autoimune que pode afetar diversos órgãos do corpo, como pele, articulações e rins, apresentando sintomas diversos, como febre e lesões cutâneas. De acordo com estimativas, entre 150 mil e 300 mil pessoas sofrem com a doença no Brasil, sendo a maioria mulheres em idade fértil. O diagnóstico envolve uma série de exames rigorosos, e o tratamento se concentra em aliviar os sintomas.

A esclerose múltipla, por sua vez, é uma condição crônica que afeta o sistema nervoso central, levando a uma variedade de sintomas neurológicos. Essa condição é caracterizada por surtos que podem ser seguidos de períodos de remissão, e as manifestações em jovens são consideradas mais graves. Os sintomas mais comuns incluem fadiga extrema, alterações visuais e dificuldade de coordenação motora, e o diagnóstico é realizado por neurologistas por meio de exames especializados.

Com essas novas aprovações, a Anvisa demonstra um compromisso em melhorar a qualidade de vida de jovens pacientes enfrentando doenças autoimunes desafiadoras, oferecendo opções de tratamento mais acessíveis e adequadas às necessidades específicas dessa faixa etária.

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