Justiça de SP penhora bens de Paulo Maluf para pagar condenação de R$ 417 milhões por uso indevido de dinheiro público.

A Justiça de São Paulo determinou a penhora de bens do ex-prefeito Paulo Maluf, que governou a cidade em dois mandatos, entre 1969-1971 e 1993-1996. A decisão visa o pagamento de uma condenação por uso indevido de dinheiro público para promoção pessoal, em um processo que se arrasta desde 1993.

De acordo com o juiz Fausto José Martins Seabra, da 3.ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo, responsável pela execução da sentença, foram penhorados parcial ou totalmente 18 imóveis pertencentes a Maluf. Entre os bens atingidos pela decisão, destaca-se uma mansão na praia da Enseada, no Guarujá (SP), avaliada em mais de R$ 2,7 milhões.

A condenação se baseou no uso de um símbolo pessoal, um trevo de quatro folhas em formato de corações, como identidade visual durante sua gestão na prefeitura em 1993. Segundo a Justiça de São Paulo, essa ação configurou uma tentativa de promoção pessoal, o que não é permitido.

O valor total da condenação, considerando juros e correção monetária, chega a R$ 417.103.110,96. A lista de bens atingidos pela decisão inclui diversas propriedades localizadas em São Paulo e no Guarujá. Além disso, o ex-prefeito terá a oportunidade de recorrer da sentença.

Até o momento, a defesa de Paulo Maluf não se manifestou sobre a decisão da Justiça. O Estadão solicitou um posicionamento dos representantes legais do ex-prefeito, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Com a determinação da penhora dos bens, o ex-prefeito terá que arcar com as consequências legais de suas ações durante sua gestão. O caso mostra a importância da transparência e da ética na administração pública, e ressalta a necessidade dos agentes políticos cumprirem as leis vigentes para evitar situações como essa.

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