Um laudo pericial concluiu que o responsável pelo disparo que matou a criança foi o cabo Clovis Damasceno de Carvalho Junior. O incidente ocorreu durante um suposto tiroteio com dois adolescentes, resultando na morte de um deles e na fatalidade de Ryan. Apesar de não estarem presentes na ação, Derrite e coronel Cássio foram alvos de um ofício parlamentar que atribuía a eles a responsabilidade pela conduta dos policiais.
O secretário da SSP foi criticado por minimizar a situação e incitar a tropa à animosidade, conforme mencionado no ofício enviado ao MPSP. Derrite também foi questionado sobre o aumento da letalidade da PM paulista durante sua gestão. O procurador da Justiça Sérgio Turra Sobrane sugeriu o arquivamento do caso, alegando não ser possível atribuir responsabilidade aos líderes.
O arquivamento foi endossado pelo desembargador Figueiredo Gonçalves, e a SSP informou que as investigações sobre o caso já foram concluídas e enviadas à Justiça Militar. O arquivamento do processo envolvendo Derrite e coronel Cássio não foi comentado pelas autoridades competentes.
Ryan era filho de Leonel Andrade Santos, que também foi morto pela PM cerca de nove meses antes do incidente com a criança. A mãe de Ryan relatou que o filho expressava o desejo de morrer para reencontrar o pai, demonstrando a angústia da família diante das tragédias sucessivas. O desfecho do processo levantou questionamentos sobre a responsabilidade das autoridades e a atuação da PM em casos como esse.