Aline Borel foi atraída para a Praia do Dentinho, em Praia Seca, no dia 20 de abril de 2022, onde foi executada a tiros por homens que a conheceram pela internet. A denúncia do Ministério Público indica que, além dos condenados, dois outros indivíduos, João Vítor Fernandes dos Santos e Ricardo Santos Oliveira, também desempenharam papéis na movimentação criminosa que resultou na morte da artista. Ricardo, que lidera uma facção de tráfico na área, teria planejado o crime por suspeitar que Aline repassava informações sobre suas atividades ilícitas à milícia rival. As investigações apontaram que a execução foi um grave engano.
O julgamento teve início na quinta-feira (23) e se estendeu até a madrugada da sexta-feira (24), no âmbito da Vara Criminal de Araruama. O juiz Eric Baracho Dore Fernandes, que presidiu a audiência, destacou na sentença a popularidade de Aline Borel, que conquistou uma vasta legião de fãs nas redes sociais. A artista era conhecida por seu jeito espontâneo e carismático, características que se refletiam em suas performances musicais, fazendo com que seu assassinato gerasse grande comoção pública.
Aline ganhou notoriedade através de vídeos que postava, onde interpretava versões bem-humoradas de canções populares, incluindo sucessos da dupla Sandy & Junior, além de composições originais, como a viral “É cansativa a vida do crente”. Seu assassinato não só marcou a perda de uma talentosa artista, mas também deixou um impacto profundo na comunidade que a acompanhava e admirava. A cobertura do caso na mídia foi ampla, refletindo a tristeza e indignação coletiva diante da morte precoce de uma jovem que prometia brilhar ainda mais no cenário musical. A luta pela justiça nesse caso ressoa como um clamor da sociedade contra a violência e a impunidade, numa busca incessante por um futuro mais seguro.





