Nos últimos meses, o STF tem buscado notificar o deputado para solicitar explicações sobre o envio de R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, uma entidade associada à produtora Go Up Entertainment, responsável pelas filmagens do projeto cinematográfico intitulado “Dark Horse”. Vale destacar que Mário Frias é apontado como produtor-executivo do filme.
De acordo com a Câmara, as solicitações feitas por Frias contemplam uma missão oficial ao Bahrein, marcada para o período entre 12 e 18 de maio, e uma viagem aos Estados Unidos, prevista para os dias 19 a 21 de maio. No entanto, o deputado não aguardou a autorização e se dirigiu aos dois países por conta própria. Em uma entrevista à SBT News, na última terça-feira, o parlamentar declarou que sua visita ao Bahrein tinha como objetivo propor investimentos no Brasil e que, atualmente, se encontra nos EUA para prospectar um investimento em segurança pública. Ele afirmou ainda ter planos de retornar ao Brasil nos próximos dias.
O caso também ganhou notoriedade através de uma representação da deputada Tabata Amaral, do PSB de São Paulo. Segundo ela, o direcionamento das emendas para a produção do filme de Bolsonaro poderia caracterizar um desvio de finalidade na utilização de recursos públicos. Em resposta, Frias argumenta que não existem irregularidades legais no envio das emendas, citando um parecer da Advocacia da Câmara que confirma a inexistência de problemas formais.
Além disso, o filme sobre a trajetória política de Bolsonaro voltou à pauta após revelações de que Flávio Bolsonaro, senador do PL do Rio de Janeiro, havia solicitado apoio financeiro a um banqueiro para apoiar as gravações. A situação permanece sob a análise das autoridades competentes, enquanto o deputado se declara pronto para prestar contas.





