JUSTIÇA – Bolsonaro solicita autorização do STF para cirurgia no ombro em meio a condenação e tratamento médico após internação na UTI.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro fez um pedido formal ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que seja autorizada a realização de uma cirurgia em seu ombro direito, prevista para a próxima sexta-feira, dia 24 de novembro. O procedimento cirúrgico visa corrigir lesões no manguito rotador, que é uma estrutura composta por músculos e tendões cruciais para o funcionamento do ombro. Os advogados de Bolsonaro informaram que a cirurgia pode durar até o sábado, 25, devido à complexidade do tratamento.

O pedido é considerado urgente pelas razões que envolvem a saúde do ex-presidente. A defesa solicita que a autorização abarque não apenas a cirurgia em si, mas também todos os aspectos relacionados ao tratamento, que incluem os atos preparatórios, o pré-operatório, a internação, a realização da própria cirurgia, além do pós-operatório e a reabilitação. A aprovação é fundamental, uma vez que Alexandre de Moraes é o relator da execução penal de Bolsonaro.

Vale lembrar que em setembro do ano passado, o ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado, com decisão da Primeira Turma do STF. A condenação foi resultado de sua culpa em liderar uma tentativa de golpe de Estado, um movimento que buscava a perpetuação de seu poder. Em março deste ano, Moraes concedeu a Bolsonaro o direito a prisão domiciliar por motivos humanitários, após ele ser internado com broncopneumonia em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de um hospital particular em Brasília. Antes disso, Bolsonaro estava cumprindo pena em uma cela especial localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido popularmente como “Papudinha” devido à sua proximidade com o Complexo Penitenciário da Papuda.

O futuro de Bolsonaro em relação ao tratamento e à recuperação de sua saúde dependerá da decisão de Moraes, que ainda precisa ser ratificada pela Primeira Turma do Supremo, o que poderá influenciar tanto sua recuperação física quanto sua situação jurídica.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo