Gisele Alves Santana, casada com o tenente-coronel, foi encontrada morta no dia 18 de fevereiro em seu apartamento, com um disparo na cabeça. Inicialmente, Geraldo Leite Neto acionou as autoridades e apresentou o caso como um suicídio, mas com o avanço das investigações, a versão foi alterada para morte suspeita. A mudança no registro levantou indícios que levaram à prisão do PM, que é também acusado de fraude processual.
A audiência de instrução será baseada em depoimentos e provas que deverão determinar os próximos passos da Justiça. Nas próximas sessões, 40 testemunhas foram convocadas para prestar seus relatos, e a expectativa é que o réu seja interrogado apenas na sexta-feira, dia 3 de abril. Em decorrência do expediente remoto da Justiça de São Paulo, a audiência começou de forma virtual, permitindo que duas testemunhas, incluindo o delegado responsável pelo inquérito, fossem ouvidas à distância. Nos dias subsequentes, o processo ocorrerá presencialmente, fortalecendo a análise do caso.
Miguel José da Silva Junior, advogado da família de Gisele, comunicou por meio das redes sociais que o caso tem se fortalecido como um homicídio, contrariando a hipótese de suicídio proposta inicialmente. Ele destacou que o processo está apontando cada vez mais para o feminicídio, corroborando a postura da família desde o começo das investigações.
Essa audiência marca um passo significativo no julgamento de um caso que atraiu a atenção da sociedade e da mídia, refletindo sobre a urgente questão da violência contra a mulher no Brasil. O desdobramento desse caso pode ter implicações importantes para a discussão sobre os direitos das mulheres e a responsabilização nos casos de feminicídio. A continuidade dos testemunhos e a análise das evidências devem trazer à tona mais detalhes sobre o trágico incidente envolvendo Gisele Alves Santana e seu esposo.
