Entre os réus, destaca-se Leopoldo Luque, neurocirurgião, ao lado de outros profissionais da saúde, como a psiquiatra Agustina Cosachov, o psicólogo Carlos Diaz, a coordenadora médica Nancy Forlini, o coordenador de enfermagem Mariano Perroni, o médico Pedro Pablo Di Spagna e o enfermeiro Ricardo Almiro. Todos eles enfrentam sérias acusações que podem culminar em penas que variam de 8 a 25 anos de prisão, caso sejam considerados culpados.
O tribunal ouviu cerca de 100 testemunhas durante o julgamento, que analisará os eventos que culminaram na morte de Maradona em novembro de 2020. O craque faleceu enquanto se recuperava de uma cirurgia cerebral realizada para remover um coágulo. Exames médicos subsequentes revelaram que a causa do falecimento foi um infarto.
Em um desdobramento anterior, o julgamento original foi anulado em maio de 2025. O tribunal responsável considerou o processo inválido, após surgirem questionamentos sobre a imparcialidade de uma das juízas, que havia participado de um documentário relacionado ao caso. Essa situação gerou polêmica e levou à renúncia de outros dois magistrados envolvidos.
A nova audiência promete abordar questões complexas sobre responsabilidade médica e levantará debates sobre o tratamento que Maradona recebeu antes de sua morte trágica. As investigações e os desdobramentos do caso continuarão a capturar a atenção tanto dos fãs de futebol quanto do público em geral, refletindo a importância perdurável de Maradona na cultura argentina e mundial. A expectativa é de que o tribunal alcance um veredicto que possa oferecer alguma forma de justiça em um caso repleto de controvérsias e emoções profundas.






