O Ministério da Relações Exteriores afirmou que as palavras de Petro “não refletem a relação de amizade, respeito e cooperação entre os povos da Bolívia e da Colômbia”, subestimando assim os laços históricos profundos que conectam ambas as nações. A chancelaria boliviana destacou ainda a relevância do princípio da não ingerência nos assuntos internos de cada Estado, em conformidade com o Direito Internacional e as diretrizes que orientam as relações na América Latina e no Caribe.
A posição da Bolívia sublinha a convicção de que as transformações necessárias no país, após quase duas décadas marcadas por tensões políticas e problemas estruturais, devem ser frutos da iniciativa dos próprios bolivianos. O governo defende que essas mudanças devem ocorrer em um ambiente de paz, responsabilidade democrática e total respeito à soberania do país.
Nos últimos dias, a Central Operária Boliviana (COB) tem se mobilizado, exigindo um aumento salarial de 20% do governo de Luis Arce, o que representa uma das várias demandas que surgiram. Protests e bloqueios nas ruas de La Paz já se estendem por mais de duas semanas, afetando gravemente o abastecimento de combustível, alimentos e medicamentos na capital.
Em meio a essa situação, Gustavo Petro utilizou suas redes sociais para argumentar que é crucial ouvir as vozes dos países latino-americanos. Ele fez uma analogia à lenda do jaguar americano, que despertaria se atacado, insinuando uma possível interferência dos Estados Unidos no governo boliviano e sugerindo que a população está começando a se manifestar contra essa influência externa. Essa mensagem parece reforçar a necessidade de um diálogo mais profundo e respeitoso entre as nações da América Latina, principalmente em tempos de crise e resistência popular.





