Outro fator que está preocupando os investidores é o cenário fiscal do Brasil e a capacidade do governo em cumprir a meta de déficit zero em 2024. Essas preocupações acrescentam ainda mais pressão sobre os juros futuros, uma vez que um cenário fiscal instável tende a aumentar o risco para os investidores.
Às 9h25, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 atingiu a máxima de 10,550%, em comparação com os 10,523% registrados no ajuste anterior. Já o DI para janeiro de 2027 atingiu a máxima de 10,570%, enquanto que no ajuste anterior estava em 10,508%. Por fim, o DI para janeiro de 2029 chegou à máxima de 11,140%, ante os 11,064% registrados no ajuste anterior.
Esses números mostram que os investidores estão cada vez mais pessimistas em relação aos juros futuros no Brasil. O aumento das taxas indica que existe uma percepção de que a economia pode enfrentar dificuldades no futuro, o que leva os investidores a exigirem uma maior compensação para investir em títulos de longo prazo.
Além disso, essa tendência de aumento dos juros futuros também reflete as incertezas globais, como a possível desaceleração da economia chinesa e a alta dos juros nos Estados Unidos. Esses fatores têm impacto direto no mercado brasileiro, afetando as expectativas dos investidores e contribuindo para a escalada dos juros futuros.
No entanto, é importante ressaltar que os juros futuros são influenciados por uma série de fatores, tanto internos quanto externos. Portanto, é fundamental acompanhar de perto o cenário econômico e político, bem como os indicadores internacionais, para compreender melhor as tendências do mercado e tomar decisões de investimento mais informadas.