Clarissa, uma enfermeira neonatal, foi brutalmente Assassinada em sua casa em Fortaleza em 2017. A investigação revelou que o crime foi cometido por seu ex-namorado, Matheus Anthony Lima Martins Queiroz, que não aceitou o término do relacionamento. Ele desferiu 34 golpes de faca na jovem, um ato de feminicídio que ressaltou a urgência de discutir a violência contra as mulheres no Brasil. Após o crime, Queiroz foi preso e respondeu judicialmente por suas ações.
Em suas redes sociais, Juliette descreveu a condenação como um passo significativo, mas ainda assim insuficiente em face da persistente violência contra as mulheres. “O caso de Clarissa chegou ao fim, mas, a cada palavra misógina proferida, novos casos começam. Não basta condenar pessoas já falecidas; é fundamental não tolerar atitudes que ensinam e justificam essa violência, antes que ela chegue às mãos do próximo agressor”, defendeu a artista.
A cantora enfatizou a importância de não deixar que a memória de Clarissa seja esquecida, fazendo um forte apelo à sociedade para que se mobilize contra comportamentos abusivos. Durante o processo, Queiroz afirmou que o relacionamento com Clarissa era tóxico “apenas com palavras”. Juliette destacou a seriedade dessa afirmação, realçando que discursos negativos ou controladores podem preceder atos de violência extrema. “Palavras que desacreditem, controlem ou diminuam, além de discursos sutis que se disfarçam de liberdade de expressão, legitimam a misoginia e alimentam o ódio às mulheres”, argumentou.
A morte de Clarissa causou um impacto significativo, gerando uma onda de solidariedade e protestos contra a violência de gênero. Juliette recordou com carinho a amiga, descrevendo-a como jovem estudiosa e dedicada ao cuidado de recém-nascidos. A história de Clarissa continua a ser uma chamada à ação e um lembrete da necessidade de combater a violência contra as mulheres em todas as suas formas. Assim, a luta pela justiça e igualdade de gênero permanece mais relevante do que nunca.





