Moro é acusado de abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022, devido aos seus gastos de campanha. O ex-juiz federal da Lava-Jato terá que enfrentar acusações relacionadas à pré-campanha presidencial pelo Podemos e à subsequente migração para o União Brasil e a decisão de concorrer ao Senado Federal.
Além disso, o processo de Moro levou o PT e o PL a entrarem com ações paralelas, alegando que o parlamentar obteve vantagem financeira e ultrapassou o limite de gastos. O Ministério Público Federal (MPF) emitiu um parecer favorável à cassação do mandato do senador, aumentando a pressão sobre o desfecho do caso.
Enquanto isso, o presidente Lula pretende marcar o aniversário de um ano dos ataques antidemocráticos do 8 de janeiro com um evento que reunirá governadores, parlamentares e empresários, com o intuito de reafirmar a força da democracia brasileira diante das ameaças golpistas.
Além disso, a política brasileira assistirá à separação política dos irmãos Gomes. O senador Cid Gomes vai se filiar ao PSB em fevereiro, encerrando sua relação com o PDT. Os desentendimentos entre os dois começaram nas eleições de 2022, quando Cid quis apoiar um candidato ao governo do Ceará que não era o escolhido por Ciro. Desde então, as divergências políticas entre eles se aprofundaram e culminaram na decisão de Cid de buscar um novo partido.
Enquanto os eventos políticos marcam o mês de janeiro, nos bastidores a movimentação já começa visando as eleições deste ano. Com a escolha dos vereadores e prefeitos de todos os 5.568 municípios do país marcada para outubro, o período de recesso será utilizado para costurar as alianças políticas que serão essenciais para o desfecho do ano eleitoral. Nomes importantes como o do ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski estão sendo cogitados para ocupar cargos de destaque no futuro governo.