Julgamento na Justiça Eleitoral de Moro marcará início de 2024, enquanto Cid Gomes se filia ao PSB em meio a separação política.

O início de 2024 promete ser movimentado no cenário político brasileiro, mesmo com o recesso do Legislativo e do Judiciário. Um dos eventos mais aguardados é o julgamento do senador Sérgio Moro, do União Brasil-PR, previsto para retornar à pauta no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) no final do mês de janeiro.

Moro é acusado de abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022, devido aos seus gastos de campanha. O ex-juiz federal da Lava-Jato terá que enfrentar acusações relacionadas à pré-campanha presidencial pelo Podemos e à subsequente migração para o União Brasil e a decisão de concorrer ao Senado Federal.

Além disso, o processo de Moro levou o PT e o PL a entrarem com ações paralelas, alegando que o parlamentar obteve vantagem financeira e ultrapassou o limite de gastos. O Ministério Público Federal (MPF) emitiu um parecer favorável à cassação do mandato do senador, aumentando a pressão sobre o desfecho do caso.

Enquanto isso, o presidente Lula pretende marcar o aniversário de um ano dos ataques antidemocráticos do 8 de janeiro com um evento que reunirá governadores, parlamentares e empresários, com o intuito de reafirmar a força da democracia brasileira diante das ameaças golpistas.

Além disso, a política brasileira assistirá à separação política dos irmãos Gomes. O senador Cid Gomes vai se filiar ao PSB em fevereiro, encerrando sua relação com o PDT. Os desentendimentos entre os dois começaram nas eleições de 2022, quando Cid quis apoiar um candidato ao governo do Ceará que não era o escolhido por Ciro. Desde então, as divergências políticas entre eles se aprofundaram e culminaram na decisão de Cid de buscar um novo partido.

Enquanto os eventos políticos marcam o mês de janeiro, nos bastidores a movimentação já começa visando as eleições deste ano. Com a escolha dos vereadores e prefeitos de todos os 5.568 municípios do país marcada para outubro, o período de recesso será utilizado para costurar as alianças políticas que serão essenciais para o desfecho do ano eleitoral. Nomes importantes como o do ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski estão sendo cogitados para ocupar cargos de destaque no futuro governo.

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