Faizad, que competia na categoria até 81kg, já havia perdido sua luta de estreia contra Wachid Borchashvili da Áustria no mesmo dia em que o teste foi realizado. O jovem judoca de 21 anos, que é o único atleta baseado no Afeganistão na delegação do país composta por três homens e três mulheres, foi banido das competições olímpicas após a confirmação do resultado positivo.
Este episódio se soma a outros casos de atletas suspensos antes mesmo do início das competições em Paris. Outros dois esportistas foram flagrados em testes antidoping e não puderam competir. O judoca iraquiano Sajjad Sehen testou positivo no dia 23 de julho para as substâncias esteroides metandienona e boldenona, levantando suspeitas e posteriormente confirmando a violação das regras antidoping. Similarmente, a boxeadora nigeriana Cynthia Temitayo Ogunsemilore também foi suspensa provisoriamente após um exame realizado no dia 25 de julho detectar a presença do diurético furosemida, que é frequentemente utilizado para mascarar o uso de outras substâncias proibidas.
Esse trio de casos lança uma sombra sobre a integridade do esporte olímpico, que constantemente enfrenta desafios relacionados ao doping. As autoridades, especialmente o Comitê Olímpico Internacional (COI), vêm reforçando seus esforços para garantir competições justas e limpas, mas casos como esses demonstram que a batalha contra o uso de substâncias proibidas continua árdua e incessante. Os resultados dos testes e as subsequentes punições destacam a importância de vigilância contínua e a necessidade de uma postura firme contra o doping nos esportes, para preservar a essência e o espírito olímpico.
Enquanto a Olimpíada prossegue, a esperança é que estes incidentes sirvam como um alerta e reforcem a importância do jogo limpo, lembrando a todos do compromisso com a ética e a responsabilidade que cada atleta deve ter ao competir no cenário global.