A defesa de JHC protocolou uma contestação no processo apenas seis dias após a ação ser ajuizada, utilizando-se de um mecanismo legal que permite que a parte se manifeste sem a necessidade de uma citação formal. Tal movimento visa apresentar os argumentos do ex-prefeito e evitar que o juiz tome uma decisão apenas com base nas alegações iniciais de Calheiros. Entretanto, a rapidez da resposta também pode ser vista como um sinal de apreensão, já que um eventual bloqueio de patrimônio poderia impactar sua imagem pública e campanha eleitoral em um momento crucial.
Na contestação, a defesa de JHC solicita sua exclusão do processo, contestando a alegação de que ele tivesse qualquer responsabilidade nas decisões financeiras do Iprev, argumentando que a autarquia possui autonomia administrativa. Eles refutam a ideia de que o então prefeito tenha aprovado as operações ou tenha intervenções diretas nos investimentos, ressaltando que as atas das reuniões não contêm registros de sua participação.
A ação popular imputa responsabilidade a JHC, sustentando que, como prefeito, ele deveria ter fiscalizado de forma mais rigorosa as aplicações, especialmente diante da deterioração do Banco Master, que resultou em sua liquidação extrajudicial. A acusação sugere que não houve investigações adequadas durante sua gestão para apurar eventuais falhas nas operações que comprometeram os recursos privados dos aposentados e pensionistas da cidade.
O cenário evidencia uma urgência não apenas processual, mas também política, uma vez que a possibilidade de bloqueio de bens pode afetar substancialmente sua campanha eleitoral. JHC, ao se antecipar ao processo judicial, busca não apenas proteger seu patrimônio, mas também minimizar as repercussões de uma imagem associada a possíveis irregularidades, o que poderia ser prejudicial durante o período eleitoral. A análise do caso agora recai sobre o juiz, que terá que considerar cuidadosamente todos os argumentos e evidências antes de decidir sobre a questão do bloqueio de bens.
