Caiado, que é apoiado pelo ex-prefeito de Salvador, Bruno Reis, tem se posicionado como um desafio à candidatura de Jerônimo. A pesquisa mais recente revela um cenário de ascensão tanto para Caiado quanto para Reis na corrida eleitoral, intensificando a rivalidade entre os grupos políticos, principalmente em um estado com a rica e complexa história de luta contra a opressão.
Na sua resposta, Jerônimo Rodrigues expressou seu descontentamento com as palavras de Caiado, e se posicionou não apenas como governador, mas também como um baiano profundamente conectado à herança cultural do estado, que inclui histórias de negros e indígenas que sofreram com a escravidão. Ele chamou a declaração de Caiado de “uma das mais infelizes já dirigidas ao povo baiano” e enfatizou que a população da Bahia é livre, com uma histórica resistência ao autoritarismo e à injustiça.
Jerônimo ainda criticou a associação de Caiado com o que considera um suporte ao bolsonarismo, sugerindo que os discursos de liberdade do ex-governador não se sustentam quando se observa a realidade do estado. Ele ressaltou que a Bahia é um exemplo de resistência e que sua população não aceitará viver subjugada.
Rebatendo a indignação de Jerônimo, Caiado alegou que suas palavras estavam destinadas à questão da violência que afeta os cidadãos e não à etimologia do termo “alforriar”. Ele ironizou as críticas de Jerônimo e afirmou que o verdadeiro desafio enfrentado pela população da Bahia é a violência criada pelo crime organizado, que, segundo ele, se configura como uma “escravidão moderna”.
Em meio a esse debate acalorado, Caiado também mencionou sua esposa, Gracinha Caiado, que atualmente é pré-candidata ao Senado em Goiás e lidera as pesquisas de intenção de voto no estado. O episódio deixa evidente a tensão nas campanhas políticas trazidas à tona por declarações que evocam uma rica e dolorosa história da sociedade brasileira, levantando questões sobre a liberdade e segurança que permanecem relevantes no contexto atual.
