A polêmica surge em um momento em que o governo do ex-presidente Donald Trump cogita a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, alegando práticas comerciais desleais. O prazo para a conclusão dessa investigação está marcado para 15 de julho, gerando preocupações no setor produtivo do Brasil.
Na nota oficial, o Itamaraty critica o que considera uma “ingerência externa” e se referiu ao aumento das tarifas como uma medida que visa influenciar a Justiça do país. A declaração foi especialmente contundente ao mencionar que “os traidores da pátria não conseguirão reescrever a história”, uma referência aos brasileiros que supostamente colaboram com narrativas contrárias aos interesses nacionais.
A mensagem também menciona que a Seção 301, instrumento de legislação comercial dos EUA, permite investigações sobre práticas que possam prejudicar seus interesses econômicos. O resultado preliminar da investigação, divulgado há algumas semanas, afirma que o Brasil estaria adotando práticas comerciais não razoáveis, sobrecarregando o comércio americano.
A indignação do governo brasileiro não se restringe apenas aos resultados da investigação. Ele também aponta para uma suposta conivência de indivíduos em cargos públicos que estariam conspirando contra os interesses nacionais. A viagem de Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à presidência, a Washington foi citada como exemplo de tentativas de influenciar decisões externas que impactam o Brasil.
O Itamaraty enfatiza que medidas unilaterais, como as propostas tarifas sobre produtos brasileiros, não têm justificativa e ferem direitos soberanos, principalmente em relação a inovações como o sistema de pagamentos instantâneos, o PIX. Este episódio evidencia as tensões comerciais que ainda persistem entre Brasil e Estados Unidos, refletindo um clima de desconfiança e disputas políticas que vão além das questões comerciais.





