Israel intensifica bombardeios no sul da Faixa de Gaza após colapso da trégua com Hamas, levando à ordem de deslocamento.

Israel intensificou os bombardeios no sul da Faixa de Gaza neste sábado, 2, após orientar os civis a se refugiarem no sul do território palestino. Os militares israelenses ordenaram aos moradores da divisa entre as duas áreas a abandonarem suas casas, sinalizando uma possível incursão terrestre no sul. A ação ocorre em meio a pedidos dos Estados Unidos para que Israel proteja os civis de Gaza após o colapso da trégua de uma semana com o grupo terrorista Hamas.

Os militares israelenses informaram que atingiram mais de 400 alvos do Hamas em Gaza, incluindo mais de 50 ataques em Khan Younis, a maior cidade do sul de Gaza, onde centenas de milhares de deslocados se abrigaram depois de terem sido instruídos a deixar o norte. O Ministério do Interior de Gaza disse que Al Qarara, uma cidade próxima, também foi alvo dos bombardeios.

O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo grupo Hamas, reportou que 193 pessoas foram mortas nos bombardeios, elevando o número de mortos desde o início dos ataques terroristas do Hamas, em 7 de outubro, para mais de 15.000.

As forças terrestres israelenses já capturaram partes do norte de Gaza, e as autoridades afirmaram que a infantaria pretende se dirigir para o sul, na direção de Khan Younis. Aviões militares israelenses lançaram panfletos orientando as pessoas a se retirarem para abrigos na área de Rafah, cidade na fronteira de Gaza com o Egito.

Cerca de 1,8 milhão de habitantes de Gaza, mais de três quartos das pessoas que vivem no território, já foram deslocados pela guerra, segundo a ONU, e muitos dizem que não há mais lugar de refúgio.

Em meio à retomada dos bombardeios após o colapso da trégua que permitiu a troca de prisioneiros palestinos por reféns israelenses, o Hamas anunciou que não haverá mais trocas até o fim da guerra. O vice-chefe político do grupo, Saleh al-Arouri, exige um cessar-fogo definitivo para a manutenção das trocas, uma condição que Israel não dá sinais de concordar.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar a ofensiva israelense em uma entrevista ao canal de televisão do Catar Al Jazeera. Lula disse que as respostas israelenses aos ataques terroristas de 7 de outubro são “ainda mais sérias” que o ataque do grupo terrorista Hamas e voltou a falar em “genocídio”. As declarações foram transmitidas na noite de sexta-feira.

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