Israel intensifica ataques aéreos contra o sul do Líbano, visando alvos do Hezbollah e desafiando acordos de cessar-fogo recentes, informam autoridades locais.

No último domingo, dia 31 de agosto, o Exército israelense intensificou suas operações no sul do Líbano, executando ataques aéreos com caças-bombardeiros, mísseis guiados e drones. Esses ataques têm se concentrado especialmente nas áreas de Haraj Ali Al-Taher e Al-Dabsha, nas proximidades da cidade de Nabatiyeh. Segundo fontes militares locais, essa ação faz parte de uma estratégia de Israel para desmantelar a infraestrutura do Hezbollah, grupo considerado um dos principais adversários do Estado hebreu na região.

As autoridades libanesas, por sua vez, denunciam que essas operações representam uma violação sistemática da soberania nacional, ressaltando que ocorrem apesar de um acordo de cessar-fogo estabelecido em novembro do ano anterior. Tais relatos apontam para um cenário caótico e de crescente tensão na região, que tem visto um aumento significativo de hostilidades nos últimos meses.

Dados do Ministério da Saúde libanês revelam que, desde a implementação do cessar-fogo, mais de 235 pessoas perderam a vida devido aos ataques israelenses, enquanto mais de 500 ficaram feridas. Essa realidade preocupante destaca o impacto devastador do conflito sobre a população civil, que enfrenta um cotidiano permeado pelo medo e pelo luto.

Israel, em sua defesa, justifica essas ofensivas como necessárias para eliminar a ameaça representada pelo Hezbollah. O governo israelense mantém a posição de que continuará suas operações contra alvos no sul do Líbano, assegurando que são direcionadas especificamente à liderança militar do grupo. Israel ainda ocupa várias áreas estratégicas, como a parte norte da vila de Ghajar, desafiando a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que determina a necessidade de uma retirada das forças israelenses do território libanês.

Esse ciclo de ataques e represálias reforça a complexidade do cenário geopolítico no Oriente Médio, onde a luta pela soberania e pela segurança se entrelaça com um histórico de conflitos que parecem não ter fim à vista. A comunidade internacional observa com preocupação, na espera de uma resolução que possa oferecer paz e estabilidade à região.

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