As autoridades libanesas, por sua vez, denunciam que essas operações representam uma violação sistemática da soberania nacional, ressaltando que ocorrem apesar de um acordo de cessar-fogo estabelecido em novembro do ano anterior. Tais relatos apontam para um cenário caótico e de crescente tensão na região, que tem visto um aumento significativo de hostilidades nos últimos meses.
Dados do Ministério da Saúde libanês revelam que, desde a implementação do cessar-fogo, mais de 235 pessoas perderam a vida devido aos ataques israelenses, enquanto mais de 500 ficaram feridas. Essa realidade preocupante destaca o impacto devastador do conflito sobre a população civil, que enfrenta um cotidiano permeado pelo medo e pelo luto.
Israel, em sua defesa, justifica essas ofensivas como necessárias para eliminar a ameaça representada pelo Hezbollah. O governo israelense mantém a posição de que continuará suas operações contra alvos no sul do Líbano, assegurando que são direcionadas especificamente à liderança militar do grupo. Israel ainda ocupa várias áreas estratégicas, como a parte norte da vila de Ghajar, desafiando a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que determina a necessidade de uma retirada das forças israelenses do território libanês.
Esse ciclo de ataques e represálias reforça a complexidade do cenário geopolítico no Oriente Médio, onde a luta pela soberania e pela segurança se entrelaça com um histórico de conflitos que parecem não ter fim à vista. A comunidade internacional observa com preocupação, na espera de uma resolução que possa oferecer paz e estabilidade à região.