O Ministério das Relações Exteriores do Brasil não demorou a se manifestar. Em uma nota oficial, condenou o tratamento imposto aos ativistas, qualificando-o de “degradante e humilhante”. O Itamaraty exigiu a liberação imediata dos indivíduos detidos e um respeito mais rigoroso aos direitos e à dignidade de cada um deles. A postura do governo brasileiro é apenas uma das muitas reações negativas que ecoaram ao redor do mundo. Diversos países e organismos internacionais também repudiaram a conduta de Ben Gvir e a maneira como os ativistas foram tratados.
Em resposta à intensa repercussão negativa, o governo de Israel iniciou uma tentativa de distanciamento do ministro. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se apressou em afirmar que as atitudes de Ben Gvir não refletem os valores e normas do Estado, indicando uma clara dissociação das políticas mais extremas do ministro. Por sua vez, o chanceler Gideon Saar foi além e acusou Ben Gvir de causar danos deliberados à imagem do país. Essa crise não apenas colocou em evidência os conflitos contínuos na região, mas também levantou questionamentos sobre a governança e eficácia do governo israelense frente a ações polarizadoras de seus membros.
Esse episódio, mais do que um simples ato isolado, ilustra a tensão persistente entre Israel e a comunidade internacional, evidenciando como a política interna pode repercutir severamente nas relações exteriores e na imagem global do país.
