China lidera o mercado global de superpetroleiros com 90% das novas encomendas, refletindo sua crescente influência no setor naval e na economia global.

Nos últimos meses, a China tem consolidado sua posição de liderança no setor naval, especialmente na construção de superpetroleiros. Dados recentes indicam que o país asiático detém mais de 90% das novas encomendas globais de navios de transporte de petróleo muito grandes (VLCCs). Esse fenômeno é impulsionado por um aumento significativo na demanda internacional, provocado por tensões energéticas e comerciais que têm permeado a economia mundial.

Em 2026, os estaleiros chineses experimentaram um crescimento acelerado, destacando-se na produção de embarcações com capacidade para transportar mais de dois milhões de barris de petróleo bruto por viagem. Na província de Liaoning, a CSSC Dalian Shipbuilding Industry recentemente entregou um petroleiro de 115.000 toneladas com impressionantes 164 dias de antecedência. O navio, projetado para o transporte de petróleo bruto e derivados, apresenta sistemas de economia de energia e redução de emissões, além de custos operacionais mais competitivos em comparação a modelos similares de outras nações.

Atualmente, o estaleiro de Dalian está em plena construção de dois VLCCs de 300.000 toneladas cada, que se encontram entre as maiores embarcações do mundo. Especialistas do setor afirmam que este tipo de navio pode contribuir para a diminuição de até 40% nos custos de transporte por barril, um aspecto crucial em um momento de volatilidade dos preços do petróleo no mercado global.

De acordo com analistas, empresas internacionais de transporte marítimo têm optado por ampliar seus pedidos na China, atraídas pela rapidez nas entregas, custos reduzidos e uma cadeia de suprimentos extremamente integrada. O contexto geopolítico do Oriente Médio, especialmente as tensões no estreito de Ormuz, tem intensificado ainda mais essa demanda por superpetroleiros.

Informações do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China revelam que, entre janeiro e março deste ano, a produção naval do país atingiu 15,68 milhões de toneladas de porte bruto, representando 57,3% do mercado global. Além disso, as novas encomendas cresceram mais de 195% em relação ao ano anterior, solidificando a China como a principal potência na construção naval em um cenário de crescente concorrência internacional nos setores de energia e comércio. A combinação de inovação tecnológica e capacidade produtiva impressionante reforça a trajetória da China enquanto líder neste segmento estratégico da economia global.

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