As Forças de Defesa de Israel (FDI), juntamente com a agência de segurança interna Shin Bet, emitiram uma declaração relatando que uma força da 828ª Brigada estava em operação na área quando identificou três milicianos do Hamas em um edifício abandonado. Os soldados dispararam dois projéteis de tanque, que resultaram na eliminação dos três militants. A identificação do corpo de Sinwar foi confirmada após a coleta de DNA e uma análise mais detalhada, que sucedeu uma primeira avaliação feita por drones, visando garantir a segurança da operação.
O deputado Benny Gantz, ex-ministro da Defesa e atual membro do Knesset, expressou sua gratidão aos combatentes das FDI pela operação bem-sucedida, ressaltando que esta ação envia uma mensagem clara sobre o compromisso de Israel de perseguir seus inimigos sem hesitação. A confirmação da morte de Sinwar é vista como uma reviravolta crucial no contexto do conflito, que já perdura por décadas entre Israel e o Hamas.
Yahya Sinwar, que nasceu em 1962 no campo de refugiados de Khan Younis, passou uma parte significativa de sua vida encarcerado em Israel devido à sua militância, incluindo um notório sequestro de soldados em 1988. Após ser libertado em 2011, Sinwar ascendeu ao cargo de líder do Hamas após a morte de Ismail Haniya. O líder expressou em múltiplas ocasiões seu desejo por um martírio, considerando-o o maior presente que poderia receber em lugar de uma morte natural.
A morte de Sinwar pode ter repercussões profundas na dinâmica interna do Hamas e nas relações de poder na Faixa de Gaza, já que a figura de Sinwar simbolizava uma fase altamente militarizada e radical do grupo. As reações ao seu falecimento ainda estão sendo observadas, mas a expectativa é que isso possa impactar significamente a continuidade do conflito na região.





