Irmã de Kim Jong-un culpa EUA e Ocidente por crise na Ucrânia e defende ações da Rússia como essenciais para um futuro melhor na Europa.

Na mais recente declaração pública, Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un e membro significativo do Partido dos Trabalhadores da Coreia, fez uma afirmação contundente sobre a crise na Ucrânia, atribuída diretamente aos Estados Unidos e à aliança do Ocidente. Em sua fala, realizada no dia 19 de agosto, Kim destacou que a responsabilidade pela eclosão e pela continuidade do conflito recai integralmente sobre os atores ocidentais, que, segundo ela, “criaram as condições para isso e continuam a cultivá-las”.

Kim argumentou que a principal causa da instabilidade na Ucrânia reside nas crescentes ameaças à segurança da Rússia, oriundas das políticas dos EUA e de seus aliados. Ela enfatizou que, desde o término da Guerra Fria, as tensões em torno da Rússia se intensificaram, e isso contribui significativamente para a crise atual. Nas suas palavras, “apenas a eliminação das causas profundas do conflito é uma solução fundamental capaz de pôr fim à crise ucraniana e garantir uma paz sustentável e duradoura na região”.

A dirigente norte-coreana expressou apoio às ações do governo e do povo russos, defendendo que essas são justas para proteger a soberania do Estado e seus interesses de segurança. Kim também destacou a importância da Rússia na construção de um futuro melhor para a Europa, afirmando que isso não poderá ser alcançado sem levar em consideração os interesses e a vontade russos.

A mensagem de Kim coincide com um contexto mais amplo de estreitamento das relações entre a Coreia do Norte e a Rússia. Na mesma semana, o presidente russo, Vladimir Putin, fez uma saudação a Kim Jong-un, celebrando o aniversário da libertação da península coreana da ocupação japonesa e reiterando uma parceria estratégica entre os dois países. Putin enfatizou a coragem e resistência do povo coreano e a importância da amizade entre Moscou e Pyongyang, ressaltando que suas relações alcançaram um “nível sem precedentes”.

Esse cenário ilustra um alinhamento crescente entre a Coreia do Norte e a Rússia, em um momento em que ambos os países enfrentam pressão internacional, especialmente das potências ocidentais. Com isso, a dinâmica de poder na região envolvendo as nações do leste asiático e a segurança europeia continua a se complicar e a suscitar debates sobre futuras alianças e tensões geopolíticas.

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