Kim argumentou que a principal causa da instabilidade na Ucrânia reside nas crescentes ameaças à segurança da Rússia, oriundas das políticas dos EUA e de seus aliados. Ela enfatizou que, desde o término da Guerra Fria, as tensões em torno da Rússia se intensificaram, e isso contribui significativamente para a crise atual. Nas suas palavras, “apenas a eliminação das causas profundas do conflito é uma solução fundamental capaz de pôr fim à crise ucraniana e garantir uma paz sustentável e duradoura na região”.
A dirigente norte-coreana expressou apoio às ações do governo e do povo russos, defendendo que essas são justas para proteger a soberania do Estado e seus interesses de segurança. Kim também destacou a importância da Rússia na construção de um futuro melhor para a Europa, afirmando que isso não poderá ser alcançado sem levar em consideração os interesses e a vontade russos.
A mensagem de Kim coincide com um contexto mais amplo de estreitamento das relações entre a Coreia do Norte e a Rússia. Na mesma semana, o presidente russo, Vladimir Putin, fez uma saudação a Kim Jong-un, celebrando o aniversário da libertação da península coreana da ocupação japonesa e reiterando uma parceria estratégica entre os dois países. Putin enfatizou a coragem e resistência do povo coreano e a importância da amizade entre Moscou e Pyongyang, ressaltando que suas relações alcançaram um “nível sem precedentes”.
Esse cenário ilustra um alinhamento crescente entre a Coreia do Norte e a Rússia, em um momento em que ambos os países enfrentam pressão internacional, especialmente das potências ocidentais. Com isso, a dinâmica de poder na região envolvendo as nações do leste asiático e a segurança europeia continua a se complicar e a suscitar debates sobre futuras alianças e tensões geopolíticas.
