Em uma mensagem publicada em uma plataforma de redes sociais, o IRGC detalhou que a decisão de fechar o estreito também é uma resposta às “violências incessantes” perpetradas por Israel no sul do Líbano, onde a corporação afirma que centenas de milhares de pessoas têm sido vítimas de deslocamento e assassinato. A declaração evidencia a escalada das tensões na região, onde a situação humanitária se agrava a cada dia.
O IRGC enfatizou que essa medida inicial é uma forma de pressionar o que descreveu como um “inimigo” a cumprir suas obrigações. “Caso a agressão prossiga, outras ações serão planejadas e implementadas”, alertou a guarda, sinalizando que novas táticas podem ser adotadas se a situação não mudar.
Em paralelo, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã reiterou que Teerã tem cumprido suas obrigações dentro dos acordos e destacou que, por outro lado, os Estados Unidos têm a responsabilidade de pressionar o regime israelense a interromper seus ataques ao Líbano. O representante expressou que a continuidade desse tipo de agressão coloca em risco todo o entendimento previamente firmado.
Ele ainda ressaltou que o Irã não está disposto a assumir compromissos que não sejam cumpridos, adotando uma postura de “compromisso por compromisso”. Sobre as negociações com os Estados Unidos, que estão previstas para ocorrer na Suíça, a autoridade iraniana exigirá que Washington cumpra suas promessas, solicitando também esclarecimentos sobre a implementação desses compromissos.
A situação na região permanece tensa, com os atores internacionais acompanhando de perto os desdobramentos, especialmente em relação ao impacto que o fechamento do Estreito de Ormuz pode ter no comércio global, uma vez que essa rota é crucial para o transporte de petróleo e gás natural.
