IRGC Fecha Estreito de Ormuz em Resposta a Quebras de Promessa dos EUA e Violência em Líbano

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou, neste sábado, que decidiu fechar o Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo, uma das rotas mais estratégicas do mundo. Essa ação foi interpretada como uma resposta direta ao que o IRGC descreveu como uma “flagrante quebra de promessa” por parte dos Estados Unidos, ligada ao descumprimento de acordos relacionados ao fim de conflitos na região.

Em uma mensagem publicada em uma plataforma de redes sociais, o IRGC detalhou que a decisão de fechar o estreito também é uma resposta às “violências incessantes” perpetradas por Israel no sul do Líbano, onde a corporação afirma que centenas de milhares de pessoas têm sido vítimas de deslocamento e assassinato. A declaração evidencia a escalada das tensões na região, onde a situação humanitária se agrava a cada dia.

O IRGC enfatizou que essa medida inicial é uma forma de pressionar o que descreveu como um “inimigo” a cumprir suas obrigações. “Caso a agressão prossiga, outras ações serão planejadas e implementadas”, alertou a guarda, sinalizando que novas táticas podem ser adotadas se a situação não mudar.

Em paralelo, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã reiterou que Teerã tem cumprido suas obrigações dentro dos acordos e destacou que, por outro lado, os Estados Unidos têm a responsabilidade de pressionar o regime israelense a interromper seus ataques ao Líbano. O representante expressou que a continuidade desse tipo de agressão coloca em risco todo o entendimento previamente firmado.

Ele ainda ressaltou que o Irã não está disposto a assumir compromissos que não sejam cumpridos, adotando uma postura de “compromisso por compromisso”. Sobre as negociações com os Estados Unidos, que estão previstas para ocorrer na Suíça, a autoridade iraniana exigirá que Washington cumpra suas promessas, solicitando também esclarecimentos sobre a implementação desses compromissos.

A situação na região permanece tensa, com os atores internacionais acompanhando de perto os desdobramentos, especialmente em relação ao impacto que o fechamento do Estreito de Ormuz pode ter no comércio global, uma vez que essa rota é crucial para o transporte de petróleo e gás natural.

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