Investimentos suspeitos em Patos: Estatal subordinada a ministro republicano destina mais de R$ 400 mil para eventos na cidade.

Em uma investigação recente, foi descoberto que a cidade de Patos, na Paraíba, reduto eleitoral do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, recebeu mais de R$ 420 mil em patrocínios da Infraero, estatal subordinada ao Ministério de Portos e Aeroportos, comandado por Silvio Costa Filho. Esse montante representa mais de um quarto dos investimentos da empresa em eventos no Brasil durante o governo Lula, mesmo a Infraero não operando nenhum aeroporto na Paraíba.

Os contratos celebrados sem seleção pública foram destinados a festividades de São João e incentivos ao esporte. O maior repasse foi para o São João de Patos, no valor de R$ 190 mil, autorizado apenas dois dias antes do início do evento, que contou com grandes atrações como Gusttavo Lima e Bell Marques. Além disso, a Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) da cidade recebeu R$ 231 mil para projetos esportivos de badminton e futsal.

Essa distribuição desigual de recursos levanta questionamentos sobre a priorização de investimentos públicos, principalmente considerando que a Infraero encerrou o ano de 2024 com um déficit de R$ 540 milhões.

Além disso, a ligação política entre os envolvidos e a falta de transparência nos processos são temas de preocupação. Todos os contratos foram firmados após a nomeação de Silvio Costa Filho para o Ministério de Portos e Aeroportos, sem realização de concorrência pública.

A cidade de Patos é conhecida por ser o berço político de Hugo Motta e de sua família, todos membros do Republicanos. A cidade não tem destaque industrial ou agrícola, mas é um polo regional de comércio e serviços. O Aeroporto Brigadeiro Firmino Ayres, que passa por obras de ampliação, foi destaque nas redes sociais do presidente da Câmara, que enaltece a atuação do ministro Silvio Costa Filho.

Esses indícios de favorecimento político na distribuição de patrocínios pela Infraero ressaltam a importância de uma fiscalização mais rigorosa sobre o uso de recursos públicos em estatais controladas politicamente. A falta de critérios claros na distribuição dos investimentos levanta preocupações sobre a transparência e a competência na gestão dessas empresas vinculadas ao governo federal.

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