Justiça do Amapá Suspende Distrato de Investimento e Reconhece Credito de Mulher Enganada por Consultoria Financeira na Fictor

A Justiça do Amapá tomou uma decisão significativa ao reconhecer o crédito da Fictor em um caso que envolve uma investidora, suspendeu o distrato realizado pela empresa e manteve o contrato de sociedade em conta participação (SCP). A investidora, mulher cujo nome não foi revelado, alega ter sido enganada. Segundo suas informações, ela não tinha ciência de que os quase R$ 700 mil investidos em Fictor eram destinados a uma sociedade, e não a um simples investimento, conforme orientação de uma consultoria financeira.

Esse desdobramento judicial ocorre em um momento delicado para a Fictor, que entrou em recuperação judicial e recentemente notificou seus investidores sobre o distrato unilateral. Essa medida impediu que aqueles que perderam dinheiro no esquema pudessem se inscrever na lista de credores da empresa. O juiz da 3ª Vara Cível de Macapá, Antônio Ernesto Amoras Collares, usou um laudo pericial que indicava que os contratos de SCP estavam sendo utilizados de forma errônea, servindo mais como um meio de captação de recursos do que como um mecanismo legítimo de constituição de sociedades.

A investidora, que decidiu falar sob anonimato, compartilhou sua experiência angustiante. Ela e seu marido, ao longo de anos de economia, venderam o apartamento onde moravam em Águas Claras, no Distrito Federal, com a esperança de adquirir uma nova casa. Com a ajuda da consultoria 31 Capital, foram orientados a direcionar todos os recursos para a Fictor, sendo convencidos de que a companhia era sólida e apresentava retornos financeiros atraentes.

Após investir todo o dinheiro, o casal enfrentou sérias dificuldades financeiras. O plano era usar os dividendos da Fictor para financiar a nova casa. Contudo, quando a hora de receber esses dividendos chegou, a Fictor não cumpriu suas promessas. O desespero aumentou quando a consultora alertou o casal sobre a necessidade de retirar o dinheiro antes que fosse tarde demais. Quando tentaram resgatar seus investimentos, foram surpreendidos com a informação do distrato, ocorrida um dia antes de a empresa solicitar recuperação judicial em São Paulo.

Essa situação deixou o casal sem os recursos para arcar com as prestações da casa, levando-os a recorrer ao aluguel do imóvel na tentativa de lidar com a crise financeira. Com a vida completamente desestabilizada, eles buscam justiça através do sistema judiciário, embora reconheçam que não há uma previsão clara para a resolução do caso. Para eles, a frustração é palpável, uma vez que toda a economia e o sonho de uma nova casa desmoronaram.

A reportagem tentou contato com a 31 Capital e a Fictor, mas até o momento não obteve resposta. O espaço permanece aberto para comentários das partes envolvidas.

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