Fontes ligadas às articulações da pré-campanha de JHC (PSDB) ao Governo de Alagoas afirmam que o ex-prefeito de Maceió pretende montar um palanque eleitoral sem a presença de grandes caciques políticos, especialmente daqueles que carregam elevado índice de rejeição ou histórico de polêmicas.
Segundo interlocutores, a estratégia é definir as principais alianças apenas no período das convenções partidárias, entre julho e agosto, quando o cenário eleitoral estará mais consolidado.
As fontes relatam que JHC tem utilizado pesquisas qualitativas para orientar a composição de sua chapa e das alianças políticas. Nesse contexto, ganhou força a aproximação com o ex-prefeito de Inhapi, Tenorinho Malta, visto como uma porta de entrada para ampliar a presença da campanha no Sertão.
A mesma lógica teria motivado conversas com o ex-deputado estadual Gilvan Barros, que mantém influência política no Agreste, e com a ex-prefeita de Arapiraca e ex-deputada federal Célia Rocha, considerada uma liderança regional.
No campo das candidaturas majoritárias, o entendimento com Davi Davino (Republicanos), pré-candidato ao Senado, é apontado como bastante avançado. Já uma composição com Alfredo Gaspar (PL) tende a ser discutida apenas durante as convenções partidárias.
Em relação ao deputado federal Arthur Lira (PP/União Brasil), interlocutores afirmam que a avaliação no núcleo político de JHC é de que o parlamentar integra o grupo de lideranças com maior potencial de desgaste eleitoral, razão pela qual uma aproximação ostensiva não faria parte da estratégia inicial da campanha.
A intenção, segundo as fontes, é preservar a liberdade de discurso do candidato para responder aos ataques dos adversários sem carregar desgastes provocados por alianças consideradas sensíveis.
Ainda de acordo com os relatos, a equipe de JHC também prepara uma estratégia de enfrentamento para eventuais críticas relacionadas às aplicações de recursos do Instituto de Previdência dos Servidores de Maceió (Iprev) no Banco Master. Entre os argumentos que poderão ser utilizados estariam referências a investigações da Polícia Federal sobre supostos desvios de recursos na Secretaria de Estado da Saúde e questionamentos envolvendo a aquisição de imóveis por lideranças políticas.
Se as articulações confirmarem o roteiro descrito pelas fontes, a disputa pelo Governo de Alagoas promete elevar o tom dos embates políticos à medida que a campanha eleitoral se aproximar.
