Segundo Korynevych, a Ucrânia está pedindo à Corte Internacional de Justiça (CIJ) que decida ter jurisdição para ouvir o caso em sua totalidade e, eventualmente, determine que a Rússia deve pagar indenizações pela invasão baseada em falsos pretexto. Ele questionou se um Estado pode usar alegações falsas de genocídio como pretexto para destruir cidades, bombardear civis e deportar crianças de suas casas, ressaltando que o tribunal não pode ser impotente diante de um abuso tão cínico da Convenção sobre Genocídio.
Na segunda-feira (18), a Rússia pediu à CIJ que rejeitasse o caso, alegando que os argumentos legais apresentados pela Ucrânia eram “irremediavelmente falhos”. No entanto, a Ucrânia já havia superado um obstáculo, pois o tribunal se posicionou a favor dela em uma decisão preliminar sobre o caso em março do ano passado, na qual ordenou que a Rússia interrompesse imediatamente suas ações militares na Ucrânia. Até o momento, a Rússia tem ignorado essas ordens, mas uma decisão total a favor da Ucrânia pode abrir caminho para o pagamento de indenizações.
As audiências programadas até o dia 27 de setembro se concentrarão em argumentos legais sobre a jurisdição. A expectativa é de que o tribunal leve vários meses para decidir se o caso pode prosseguir. Especialistas acreditam que essa disputa representará um marco importante no campo das relações internacionais, pois questionará se é aceitável que um Estado use falsas alegações de genocídio como justificativa para a agressão militar.
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