A China, que é a segunda maior economia mundial, está se tornando cada vez mais vulnerável a fenômenos climáticos extremos que, segundo especialistas, estão relacionados às mudanças climáticas. Este ano, a influência do fenômeno El Niño intensificou as temperaturas e contribuiu para a proliferação de tufões mais frequentes e poderosos, ampliando o impacto das intempéries sobre a população.
Diante da emergência, a capital acendeu seu segundo nível mais alto de alerta para tempestades, resultando na suspensão de 250 linhas de ônibus e no fechamento de 150 atrações turísticas. Além disso, diversas linhas do metrô operaram com velocidade reduzida, o que agravou as dificuldades de deslocamento dos cidadãos. As imagens que circularam nas redes sociais retratam como as ruas da cidade se transformaram em verdadeiros rios, paralisando o tráfego e obrigando motoristas e passageiros a encontrar alternativas improvisadas.
Particularmente no distrito de Changping, localizado ao norte de Pequim, registrou-se uma precipitação recorde de 90,7 mm em apenas uma hora, evidenciando a intensidade da tempestade. Embora o tufão tenha enfraquecido após percorrer mais de 6.000 km e atingir a costa na província de Zhejiang, seus efeitos ainda são sentidos em diferentes regiões, com a umidade tropical persistente trazendo riscos de inundações adicionais.
Cidadãos expressam sua preocupação com os transtornos causados por esses desastres naturais. Em Luohe, cidade situada na província central de Henan, uma moradora comentou sobre os impactos diretos que o clima extremo tem gerado na rotina diária: “Isso afeta muito o trabalho e a vida. Causa muitos inconvenientes para a alimentação e o transporte”, ressaltou. A situação atual é um claro sinal dos desafios enfrentados pela China em sua adaptação às mudanças climáticas e a necessidade urgente de intervenções para mitigar os efeitos devastadores dos eventos climáticos extremos.
