O biometano é um combustível sustentavelmente produzido a partir do aproveitamento energético de resíduos orgânicos, e a nova normativa visa aprimorar sua abordagem em um mercado que cresce cada vez mais. As diretrizes agora incluem especificações rigorosas para o biometano oriundo de diversas fontes, como biogás de aterros sanitários e estações de tratamento de esgoto, além de outros materiais orgânicos.
Uma das mudanças mais relevantes introduzidas pela resolução é a permissão da mistura do biometano com o gás natural. Essa integração é uma das estratégias para fortalecer o uso deste combustível, permitindo ainda a injeção do biometano nas redes de transporte e distribuição, desde que o produto final cumpra os rigorosos critérios de qualidade estabelecidos para o gás natural.
Em relação ao controle de qualidade, a resolução também traz exigências mais robustas. Os produtores agora têm a responsabilidade de realizar análises periódicas das propriedades físico-químicas do biometano e devem fornecer certificados que comprovem a conformidade do produto. Isso inclui o monitoramento de variáveis como teor de metano, dióxido de carbono, oxigênio, enxofre, sulfeto de hidrogênio e umidade.
Além disso, para o biometano produzido a partir de aterros sanitários e estações de tratamento de esgoto, a ANP impôs regras adicionais de segurança, exigindo o controle de contaminantes, que incluem metais pesados, compostos orgânicos e micro-organismos. Os produtores precisam elaborar análises de risco com base em metodologias reconhecidas internacionalmente, assegurando que o biometano comercializado seja seguro e confiável.
Outra inovação relevante é a necessidade de instalação de filtros específicos em unidades que produzem biometano a partir da purificação do biogás. Essa medida foi implementada com o objetivo de aumentar a segurança do combustível antes de sua injeção nas redes de distribuição ou seu uso por consumidores finais.
Com essas novas diretrizes, a ANP visa modernizar o marco regulatório do setor, substituindo normas anteriores de 2022 e adaptando-as à realidade de um mercado que exige inovação e segurança na transição energética. A regulamentação aprimorada é uma resposta à necessidade de impulsionar o uso de energias renováveis no Brasil, reforçando o compromisso do país com a sustentabilidade e a eficiência energética.
