Essas informações são reveladoras e indicam uma recuperação gradual do setor, vital para a economia nacional. O setor de serviços é amplamente reconhecido como um indicador crucial da saúde econômica, abrigando atividades significativas como transporte, turismo, gastronomia e tecnologia da informação.
Considerando o desempenho de junho, os serviços estão 19,9% acima dos níveis pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda apresentam um pequeno recuo de 0,3% em relação ao pico histórico alcançado em outubro de 2025. Ao analisar os meses de 2026, apenas duas ocasiões mostraram crescimento consecutivo: janeiro e fevereiro. Nos demais meses, como março, abril e maio, a situação foi mais instável, com variações negativas em algumas ocasiões.
Rodrigo Lobo, o gerente responsável pela pesquisa, destaca que os serviços operam em um nível elevado, mas sem pressa para se expandir, sugerindo uma acomodação. Apesar da recuperação, a taxa de crescimento do primeiro semestre deste ano é menos intensa em comparação com períodos anteriores, onde, por exemplo, os primeiros seis meses de 2025 tiveram uma expansão acumulada de 2,7%.
No que diz respeito às atividades turísticas, aferidas pelo índice específico, houve um recuo de 3,4% em junho em comparação com maio. Contudo, no acumulado do ano, a queda é moderada, de 0,9%. Em um panorama de doze meses, a área turística mostrou um crescimento de 1%, acrescentando 6,6% acima dos níveis pré-pandemia, mas ainda 6,2% abaixo do recorde alcançado em dezembro de 2024.
As informações apresentadas neste panorama abrangem 166 tipos de serviços em diversas atividades, contemplando vários estados do Brasil, o que demonstra a amplitude e a complexidade do setor de serviços nacional.
