Pimenta destacou que o mundo atual é marcado por uma grande interdependência entre as nações, com a presença de potências emergentes como a Índia e a China, além do fortalecimento do grupo Brics. Nesse contexto, a decisão de Trump de se afastar das pautas internacionais relacionadas ao combate à crise climática pode resultar em um isolamento dos Estados Unidos e de possíveis aliados, como a Argentina.
O Brasil, por sua vez, tem como uma das prioridades em sua política externa o enfrentamento das mudanças climáticas. O ministro Pimenta ressaltou a importância desse tema, especialmente diante de desastres climáticos recentes que vêm ocorrendo em diversas partes do mundo. Ele observou que a elevação global da temperatura e outros impactos ambientais já são uma realidade incontestável, o que demanda ações concretas por parte dos países.
Apesar da postura de Trump, Pimenta acredita que o mercado global e os grandes grupos econômicos não podem ignorar as exigências relacionadas à sustentabilidade e às mudanças climáticas. Além disso, destacou a liderança do Brasil nesse cenário e a necessidade de construir acordos internacionais que garantam o financiamento para a transição energética e a adaptação das nações mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.
O ministro também ressaltou a cobrança do presidente Lula, em relação aos países desenvolvidos, para que cumpram os compromissos assumidos no Acordo de Paris em relação ao financiamento para combater as mudanças climáticas. Para Pimenta, o G20 no Brasil pode ser uma oportunidade de consolidar acordos financeiros que viabilizem a transição para uma economia mais sustentável e justa para todos os países.






