O parlamentar do Hezbollah, Ibrahim al-Musawi, afirmou que o grupo aceitara respeitar o acordo, desde que os ataques israelenses fossem interrompidos. Entretanto, até o momento, o governo israelense não emitiu uma declaração oficial sobre a situação. Trump compartilhou em suas redes sociais que havia mantido conversas produtivas com o presidente do Líbano, Joseph Aoun, e com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e que ambos demonstraram disposição para avançar em direção à paz.
De acordo com Trump, os dois líderes compreenderam que a união em busca da paz é crucial, e a trégua de dez dias iniciaria às 17h (horário de Brasília). Além disso, ele expressou otimismo em relação ao resultado das conversas, afirmando que “ambos os lados desejam a paz” e que era possível um futuro promissor.
No entanto, é importante ressaltar que o governo libanês não exerce controle sobre o Hezbollah, que opera como uma milícia e partido político alinhado ao Eixo da Resistência, que inclui o Irã e outros grupos desafiadores das políticas dos EUA e Israel. O presidente Aoun, reconhecendo o papel mediador de Trump, agradeceu pelos esforços e reforçou a importância de um cessar-fogo duradouro para o restabelecimento da paz na região.
Nawaf Salam, primeiro-ministro do Líbano, também manifestou sua aprovação ao anúncio, destacando que a busca por uma trégua é uma das principais reivindicações libanesas desde o início do conflito.
Esta é a primeira vez que representantes de Tel-Aviv e do Líbano se reúnem em Washington desde a invasão israelense ao Líbano em 1983. No entanto, a resposta do governo Netanyahu foi de cautela, com fontes do gabinete manifestando surpresa diante do anúncio e mencionando que as tropas israelenses permaneceriam no território libanês, mesmo com o cessar-fogo.
O histórico recente de hostilidades na região começou em outubro de 2023, quando o Hezbollah começou a atacar Israel em suporte ao povo palestino, em resposta aos massacres na Faixa de Gaza. Desde então, houve uma série de acordos de cessar-fogo, porém, a utilização de força por Israel frequentemente minou esses esforços.
Esses eventos históricos e o contexto atual revelam a complexidade das relações entre Israel, Líbano e as potências envolvidas, apresentando desafios significativos para a restauração da paz duradoura na região.
