O número de mortos, que inicialmente era de 54, subiu para 68, segundo informações de Berton SP Panjaitan, funcionário da Agência de Mitigação de Desastres da Indonésia. O desastre se configura como o mais fatal desde um terremoto ocorrido em 2022, na região de Java Ocidental, que ceifou a vida de centenas de pessoas.
As comemorações do Dia da Independência da Indonésia foram marcadas por luto e tristeza em Nusa Tenggara Oriental, onde os moradores foram atingidos por quase 1.600 réplicas do terremoto até o momento. A agência de geofísica do país registrou um tremor de magnitude 5,6 nesta segunda-feira, agravando ainda mais a situação já caótica na região.
Além das vítimas fatais, o terremoto causou deslizamentos de terra, bloqueando estradas e isolando diversas comunidades. Muitos moradores se encontram alojados em barracas improvisadas e temem retornar às suas casas devido ao risco de novos tremores.
Em um centro de saúde danificado da região de Ende, Firmus Woge, um agricultor de 64 anos, recebe tratamento para asma, agravada pelo pânico gerado pelo terremoto. Ele relata dificuldades para respirar desde a noite anterior, que se intensificaram com o novo tremor desta manhã.
Enquanto isso, Fathur Rahman, chefe do Escritório de Resgate em Maumere, capital de Sikka, informou que as equipes de resgate estão fazendo buscas aéreas para localizar possíveis sobreviventes, utilizando helicópteros e equipamentos especializados. Autoridades locais estão mobilizando aeronaves para levar ajuda humanitária, como alimentos e abrigos, para a população afetada.
O cenário é de devastação e desespero, conforme a comunidade local luta para se recuperar de mais essa tragédia natural. A solidariedade e a mobilização de recursos se fazem urgentemente necessárias para aliviar o sofrimento dos atingidos pelo terremoto no leste da Indonésia.




