INTERNACIONAL – Tensão no Estreito de Ormuz: Irã impede entrada de navios dos EUA e acirra conflito marítimo no Golfo de Omã. Ameaças e alertas internacionais aumentam.

Na manhã desta segunda-feira, 4 de setembro, a Marinha do Irã adotou medidas drásticas para impedir a entrada de navios de guerra considerados “americano-sionistas” no estratégico Estreito de Ormuz. Em um relato divulgado pela televisão estatal iraniana, foram afirmados ataques a um navio de guerra dos Estados Unidos que, ao desconsiderar os avisos de Teerã, foi alvo de dois mísseis em uma operação próxima à cidade de Jask, na costa do Golfo de Omã.

Contudo, uma autoridade de alto escalão dos Estados Unidos contestou essa informação, afirmando que nenhum navio norte-americano havia sido atingido, de acordo com um repórter da plataforma Axios. Vale ressaltar que a Reuters não conseguiu confirmar essas alegações de forma independente.

O ambiente tenso foi exacerbado após o presidente Donald Trump declarar que os Estados Unidos “guiariam” navios retidos na região devido ao conflito em andamento com o Irã. Trump não entrou em detalhes sobre como seria implementado esse apoio aos navios que se encontram em uma situação crítica, enfrentando escassez de alimentos e suprimentos após mais de dois meses de hostilidades.

Diante desta declaração, o comando unificado da Irã emitiu um alerta para embarcações comerciais e petroleiros, aconselhando que qualquer navegação na região fosse coordenada com as forças armadas do país. O chefe do comando, Ali Abdollahi, enfatizou que a segurança do Estreito de Ormuz está sob controle iraniano e que qualquer movimentação não autorizada por parte de navios estrangeiros poderia resultar em ataques.

Desde o início do confronto, o Irã implementou bloqueios rigorosos, restringindo a passagem de quase todos os navios no Golfo, exceto aqueles de sua própria bandeira. Essa estratégia afetou cerca de um quinto das remessas globais de petróleo e gás, provocando um aumento significativo nos preços, que já subiram mais de 50%.

Em resposta à crescente crise, o Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou que está mobilizando cerca de 15 mil militares, 100 aeronaves, além de navios de guerra e drones, para suportar operações de resgate na região. O almirante Brad Cooper, comandante do Centcom, ressaltou que o apoio a essa missão é crucial para a stabilização da segurança regional e da economia global, enquanto mantém um bloqueio naval sobre os portos iranianos. A escalada das tensões no Estreito de Ormuz promete impactar ainda mais as dinâmicas políticas e econômicas entre Irã e Estados Unidos.

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