Segundo o reitor, a falta de transparência, a suspensão de auditorias planejadas e outros problemas levaram-no a não ter confiança nos resultados anunciados que confirmaram a vitória de Nicolas Maduro. Boscán destacou que a votação transcorreu sem grandes problemas até as 5h da tarde do dia da eleição, mas em seguida foram registradas algumas irregularidades, como a expulsão de testemunhas da oposição de alguns centros eleitorais.
Além disso, ele apontou a interrupção na transmissão de dados dos resultados para os centros de totalização do CNE e o suposto ataque hacker que teria atrasado o processo eleitoral. Boscán ressaltou que não participou da proclamação da vitória de Maduro no dia seguinte à eleição devido à falta de transparência no processo.
O reitor também criticou a não publicação dos votos por mesa eleitoral dentro do prazo estabelecido e a suspensão de três auditorias programadas após a eleição. Destacou ainda a importância da integridade eleitoral e a responsabilidade de garantir que os resultados refletem a vontade do povo venezuelano.
Boscán não compareceu à perícia realizada pelo Tribunal Supremo de Justiça (STJ) da Venezuela para ratificar a reeleição de Maduro, justificando que a resolução do conflito deve ocorrer dentro do próprio organismo eleitoral. Ele fez duras críticas à condução da eleição pelo CNE, denunciando a falta de reuniões da direção e a tomada unilateral de decisões.
Diante do impasse entre o governo de Nicolás Maduro e parte da oposição, que contesta o resultado eleitoral, o país enfrenta uma grave crise política. Enquanto o governo acusa a oposição de buscar um golpe de Estado, esta alega possuir atas eleitorais que indicam a vitória de outro candidato, Edmundo González. O Ministério Público abriu uma investigação para apurar denúncias de falsificação de atas eleitorais, aprofundando ainda mais a divisão política na Venezuela.





