Os protestos tiveram início após uma revolta estudantil contra cotas para empregos públicos. Essas cotas reservavam 30% das vagas para famílias que lutaram pela independência de Bangladesh em relação ao Paquistão. Embora o governo de Hasina tenha eliminado o sistema de cotas em 2018, um tribunal decidiu restabelecer a regra no mês passado, o que desencadeou as manifestações.
As manifestações tiveram um impacto direto na rotina do país, levando o governo a decretar toque de recolher e ordenar o fechamento de escritórios e instituições por dois dias. Além disso, os serviços de internet foram suspensos, isolando Bangladesh e dificultando a comunicação dos cidadãos.
Um dos pontos que têm sido levantados como motivação para os protestos é o alto índice de desemprego entre os jovens, que representam cerca de um quinto da população de 171 milhões de habitantes do país. A insatisfação da população tem sido evidenciada nas ruas, marcando as maiores manifestações desde a reeleição de Hasina para seu quarto mandato, após 15 anos no poder.
Diante da persistência dos protestos, o governo mobilizou militares para reprimir os atos, demonstrando uma postura dura diante das manifestações. A situação delicada em Bangladesh reflete não apenas questões políticas internas, mas também uma crise social que enfrenta o país asiático.
